Decisão foi tomada por 10 votos a 2 e veio em linha com o esperado pelo mercado, a menos de uma semana das eleições de meio de mandato nos EUA
O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros do país na faixa de 3,75% a 4% ao ano. A decisão, tomada ao fim de dois dias de reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), teve placar de 10 votos a 2: os dois dirigentes vencidos defendiam um aumento de 0,25 ponto percentual por preocupação com a inflação.
Inflação pressionada
No comunicado, o Fed avaliou que a inflação continua elevada. Um mês antes, a autoridade monetária havia elevado os juros em 0,25 ponto e, desde então, seus integrantes vinham sinalizando paciência. Economistas apontam uma combinação de fatores por trás da pressão sobre os preços: o choque persistente nos custos de energia ligado à ação militar americana contra o Irã, efeitos remanescentes das tarifas de importação, a forte demanda do setor de inteligência artificial e o consumo das famílias ainda aquecido.
A manutenção já era esperada pelos investidores, que agora concentram as atenções no ritmo e no tamanho de futuras altas. A decisão sai a menos de uma semana das eleições de meio de mandato nos EUA, em que o custo de vida é um dos temas centrais. A divisão no comitê mostra que ainda não há consenso sobre os próximos passos.
Reflexos no Brasil
Os juros americanos influenciam o fluxo de investimentos para países emergentes e, por consequência, a cotação do dólar e o comportamento da bolsa brasileira, que vive dias de volatilidade após a eleição presidencial.
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Com informações de InfoMoney, Reuters e Transmissão Política. Imagem ilustrativa gerada por IA.

