Júri reconheceu motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio; corpo de Almerinda Teixeira de Souza nunca foi encontrado
O Tribunal do Júri do Rio condenou Jorge Luiz dos Santos Pinto a 32 anos de prisão pelo assassinato da própria sogra, Almerinda Teixeira de Souza, de 80 anos. O crime aconteceu em dezembro de 2019, em Padre Miguel, na Zona Oeste da capital. O julgamento foi realizado na quarta-feira (4), no II Tribunal do Júri da Capital, e a condenação foi divulgada nesta sexta-feira (6).
Ele respondeu por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça junto ao II Tribunal do Júri, e reconheceram três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Vingança, segundo a denúncia
De acordo com a denúncia do MPRJ, o crime foi motivado por vingança. A idosa incentivava a filha a terminar o relacionamento com o réu, que, segundo a acusação, agredia a companheira com frequência.
O corpo de Almerinda nunca foi localizado. Mesmo assim, a promotoria sustentou a acusação com depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos ao longo do processo, que convenceram o Conselho de Sentença.
Defesa
Os argumentos apresentados pela defesa do condenado no julgamento não foram divulgados, e a reportagem não localizou os advogados de Jorge Luiz. Ainda cabe recurso da decisão.
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Com informações do MPRJ e do Agenda do Poder. Foto: Divulgação/TJRJ

