Candidatos ao Senado participaram de debate promovido pelo O Dia e pela OAB-RJ, nesta terça-feira (1º), no Centro do Rio. Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia.
Encontro promovido por O Dia e OAB-RJ colocou seis candidatos frente a frente e abordou temas de interesse do estado; participantes defenderam diferentes visões para o futuro do Rio
Seis candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro participaram, nesta terça-feira (1º), de um debate promovido pelo jornal O Dia em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ). O encontro foi realizado na sede da entidade, no Centro do Rio, e teve mediação do jornalista Sidney Rezende.
Participaram do debate Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos), Monica Benicio (PSOL) e Waguinho (Republicanos). Os eleitores fluminenses escolherão dois representantes para o Senado nas eleições de outubro.
Antes do início do encontro, os candidatos destacaram a importância do debate como espaço para apresentar propostas e permitir que o eleitor compare diferentes posições.
Segurança pública e papel do Senado
A segurança pública esteve entre os principais assuntos colocados em discussão. O tema ganhou destaque diante da situação enfrentada pelo Rio de Janeiro e das atribuições do Senado na elaboração e discussão de leis relacionadas à área.
Carlos Jordy afirmou que espera um debate voltado aos principais problemas enfrentados pela população e defendeu uma atuação mais forte do Senado na relação entre os Poderes.
“Espero que seja um debate propositivo que a gente possa ser questionado aqui sobre temas relevantes para o cidadão fluminense”, afirmou Jordy.
O candidato também associou a atuação do Senado ao que classificou como necessidade de recuperar o equilíbrio institucional e fortalecer a democracia.
Waguinho também apontou a segurança pública como uma das prioridades para o debate. Segundo ele, a população do Rio e de outras regiões do país enfrenta uma insatisfação crescente com a situação da área.
“A expectativa hoje é que a gente possa transmitir e trazer propostas importantes”, afirmou o candidato, defendendo a renovação dos quadros do Senado e uma atuação com “mais disposição” e “mais coragem”.
Confronto de ideias
Para Carlos Portinho, o debate representa uma das principais ferramentas do processo democrático ao lado do voto. O senador destacou a possibilidade de os eleitores conhecerem melhor os candidatos e compararem suas propostas.
“Os dois maiores instrumentos da democracia são o voto em primeiro lugar e o debate. É isso que faz a democracia”, declarou Portinho.
O candidato também ressaltou o papel da OAB-RJ na defesa da democracia e da liberdade de expressão ao sediar o encontro.
Já Marcos Dias classificou o evento como uma oportunidade para se apresentar ao eleitorado fluminense e mostrar sua preparação para ocupar uma das cadeiras do Senado.
“Uma grande oportunidade de me apresentar à sociedade fluminense, mostrar o nosso preparo e a responsabilidade com o futuro do estado e o futuro da nação”, afirmou.
O candidato do Podemos disse ainda que considera estar preparado para o desafio de representar o Rio de Janeiro no Congresso Nacional.
Propostas e atuação política
Monica Benicio defendeu que o debate fosse utilizado para explicar à população as atribuições do Senado e apresentar propostas voltadas às necessidades dos fluminenses.
A candidata do PSOL afirmou que pretende adotar uma postura crítica durante a campanha, mas sem abrir mão do respeito no confronto com os adversários.
“Uma postura de quem não se conforma em como a política está, mas também com enfrentamento respeitoso”, declarou Monica.
Entre as prioridades citadas pela candidata estão políticas de promoção da igualdade, defesa das mulheres e segurança pública.
Marcelo Crivella, por sua vez, destacou a experiência como um dos fatores que devem ser considerados pelo eleitor na escolha dos próximos senadores.
Para o ex-prefeito do Rio, o debate pode ajudar a população a comparar as posições dos candidatos diante dos problemas enfrentados pelo estado.
“Discutir os assuntos do Rio, que tem crises enormes, e ver a opinião de cada um dos debatedores, quem sabe ajudar o eleitor a decidir”, afirmou.
Crivella também citou sua experiência anterior no Senado como um diferencial na disputa, lembrando que já ocupou uma cadeira na Casa por dois mandatos.
Formato do debate
O encontro foi dividido em quatro blocos. Na primeira etapa, os candidatos responderam a uma pergunta comum formulada pelo mediador. Na sequência, houve confronto direto entre os participantes, com perguntas sobre temas sorteados.
Entre os assuntos discutidos estiveram segurança pública, saúde, educação, habitação, mobilidade urbana, violência contra a mulher, sistema penitenciário, trabalho por aplicativos, emprego, redes sociais e recuperação econômica.
O último bloco foi destinado às considerações finais dos candidatos.
O debate foi transmitido pelos canais oficiais do O Dia e da OAB-RJ e integra a cobertura das eleições de 2026. Ao todo, 16 candidatos disputam as duas vagas destinadas ao Rio de Janeiro no Senado Federal.
A eleição acontece em 4 de outubro. Os dois candidatos mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos no Senado.
