Deputado estadual Luiz Paulo discursa na AlerjDeputado Luiz Paulo durante sessão na Alerj. Foto: Divulgação/Alerj

Líder do PSD defende seguir o dinheiro das facções, integrar polícias e órgãos de inteligência financeira e pede audiências públicas sobre a emenda

Com a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso, o deputado estadual Luiz Paulo, líder do PSD na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), defendeu que a Casa assuma papel de protagonista na discussão sobre como a mudança será aplicada no estado. Em discurso no plenário, ele lembrou que o Senado aprovou a proposta na terça-feira (3) e alertou que o texto, sozinho, não muda a realidade: dependerá de regulamentação, planejamento e coordenação entre União, estados e municípios.

“Seguir o dinheiro”

A emenda amplia a atuação do governo federal no enfrentamento às organizações criminosas e endurece as regras para chefes de facções, inclusive com cumprimento de pena em presídios de segurança máxima. Para Luiz Paulo, porém, o foco precisa estar na estrutura financeira do crime, e não apenas em operações policiais ou em novas classificações jurídicas para os grupos.

Ele propôs integrar as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, as guardas municipais e órgãos de inteligência financeira, como o Coaf. O parlamentar citou a expansão das facções sobre a venda de gás, a telefonia e a cobrança de taxas ilegais, além de suspeitas de interferência no abastecimento de água no Ceará.

Críticas a ações pontuais

O deputado mencionou a operação nos complexos do Alemão e da Penha, em 2025, que terminou com 122 mortos, como exemplo de que ações isoladas não desmontam o comando das facções. Segundo ele, há relatos de que ordens para grupos no Ceará continuaram partindo do Alemão depois da operação.

Luiz Paulo pediu que a Comissão de Segurança Pública da Alerj promova audiências públicas no próximo período legislativo e levantou a hipótese de criação de estruturas policiais municipais, sem sobreposição com as guardas. Ele, no entanto, demonstrou preocupação com o caixa das prefeituras, sobretudo das cidades menores.

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Com informações da Alerj e do Agenda do Poder. Foto: Divulgação/Alerj.